sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Primeiro Encontro Debruçado

Num primeiro encontro, a menina pergunta:
“Agora ou depois?
“Como?”
“Agora ou depois…?”
“Nunti…”
“Quando você me quer debruçada?
“Hã… Ainda não. Que tal nos conhecermos antes?”
O pobre infeliz leva uma tapa e a menina vai embora. Num mundo competitivo como o de hoje, colocar alguém de bruços no primeiro encontro é importante. Como saber se vale apena conversar com um total estranho sem fazemos um “test drive” básico antes…? Os tarados de hoje são aqueles que no primeiro encontro não demonstram suas reais intenções.
Tenho pena é da minha avó, que tinha de fazer malabarismo com as canelas pra que um rapaz respeitador a levasse pro matinho. Hoje, algumas avós ficam até com amigos dos netinhos.

Sumpa

A Acadêmica Exibida

Duas lagartixas conversando em cima do teto miram o computador de uma garota moradora de algum bairro da Zona Sul carioca que só tem prédios baixos e se intitula Condado de algum lugar.

-Ela é doente?

-Por quê?

-Porque escreve tudo embolado, não é desse jeito que ela fala.

-Que estranho.

-A única vez em que ela senta na frente desse negócio é para postar suas fotos no blog e escreve sempre de um jeito sem pé e nem cabeça. Ela é doente.

-Não, só está escrevendo em Inglês. Uma língua falada por um povo de lá do outro lado do mundo.

-Mas por que uma brasileira, que escreve para brasileiros, vai até o outro lado do mundo para se expressar?

_Ah,isso você pergunta ao Freud.

_E quem é esse cara?

-Um cara de lá do outro lado do mundo que resolveu estudar a cabeça das pessoas que moravam perto dele

-Agora, então, me responde uma outra coisa: por que o pessoal do lado de cá do mundo precisa de um outro do lado de lá para tentar se entender?

-Sei lá, deve ser mais chique ficar doente em Inglês do que em Português.

-Ou então é porque é mais difícil falar direito o Português.

Agosto 29, 2008. Uncategorized. Não Há Comentários. Edita

Frango Assado debruçado

O que te leva a ficar de bruços? Gays e sodomitas podem se abster… Eu deixo. Ei, rapaz! Eu disse que não precisava. Senta direito! É, isso… Como se não tivesse ninguém embaixo. Esses leitores apressados são uma graça.
Sou brasileiro e não guardo o Ky nem o Ultraproct nunca. Vivo sociocultural e putaquiparilmente de bruços o tempo todo. Tanto, que semana passada me confundiram com um frango assado. Humano ou animal? Sei lá… Os dois tipos são uma violação das pregas humanas ou animais.
E aqui estou – de bruços – novamente. Olha, sei que a maioria preferia a Débora, mas eu minha pessoa foi intimada pelo excesso de “curvas perigosas”. Tão perigosas, que dia desses, num cruzamento das ruas torresmo e lombo teve um acidente com dois caminhões, um fusquinha e um palhaço mudo de monociclo. Eles brigavam pra ver quem atropelaria a “mulher fruta” primeiro. Atropelaria de bruços, claro… Se é que você me entende.
Alias ainda bem que quase não tem homens em evidência, viu? “Homens Frutinha” não pegariam bem. Tem a Lacraia, mas deixa quieto… Quando descobrirmos a qual reino aquilo pertence, mataremos com os devidos predadores naturais.
Sim, claro… Ele é o tipo de fruta que só dá de bruços, até mais que suas contrapartes femininas. Algumas, inclusive, preferem constituir famílias na cama. Mim, mamãe… Tu… Não entrou nessa roubada enganado.
Ah, claro… Sou Alexandre D’Assumpção (só para os íntimos, amigos e quem pagar bem) e a partir de Agora, junto da finíssima Débora de Almeida, ficarei de bruços – eventualmente, quando minha coluna permitir – para que todos vocês tenham um tempo bem gay… Digo, Alegre.